quinta-feira, 8 de março de 2012

Quimera

Anjos se encontram
a fugir da luz que cega seus olhos.
Abrigam se nas sombras
procurando um novo caminho.

Se reencontram num olhar,
num gesto, num toque.
E assim, sem palavras.
Almas conversam
como velhas conhecidas que se reencontram.

Um minuto, uma chance, um beijo.
Uma eternidade em 60 segundos.
Sua chamas já não o assustam mais.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Arco-íris na escuridão


Enfim a noite cai.
Mais uma vez o cavalheiro negro se prepara.
Veste sua armadura ónix e toma um trago.
É chegada a hora de rever os nobres de um tempo que se foi.

Trovadores animam a noite,
ao som de seus instrumentos mágicos donzelas dançam.
Seus olhos são tomados por uma milaide com olhos de esmeralda.

A música, o clima, o turpor dos sentidos.
Aos pouco a noite começa a se perder em meio ao dia.
Nos céus surge um arco-íris.
Esse é o sinal.
Caminhar é preciso, voltar ao seu castelo.
Se abrigar da luz que fere seus olhos.

Tudo terá sido apenas mais um sonho?
Atordoado e confuso apaga como em coma,
Com um sorriso largo no rosto.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Bem vindos

Senhoras e senhores
Respeitável público
Mais uma vez, um recomeço.
Um anjo, uma luz. 
E outra vez caio na noite.
Mesmo que eu tente sair da poesia, 
a poesia nunca sairá de mim.
Sejam Bem vindos

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

O encontro - Musa

Era só mais um esbarrão desses casuais
só mais uns minutos,
uma conversa solta desatenta
sem eira nem beira

mas algo sucedeu diferente aquela noite
ela tinha algo no olhar
um brilho que ele não sabia explicar
que nunca tinha reparado antes

e então por um momento fez se o encanto,
seu canto o paralisou.
Por alguns minutos
seus pés pareciam formigar
seu corpo parecia flutuar

e assim enfeitiçado por sua musa
o tempo se dobrava ao seus pés
e algum lugar do espaço
havia um lugar só deles.

Onde antes só havia cinzas,
Tornou-se cor-luz
E fez poesia e, a poesia tomou forma
e a forma virou música.

Foram longas horas,
Mas, que pareceram minutos
q passaram na velocidade dos sonhos
e ele não queria acordar.
Mas, ainda sonâmbulo
resolveu sair ao mundo

O sol inúltimente tentou lhe ferir a face
ele estava anestesiado com a voz
que cantava pra ele baixinho em seu ouvido.

Andava estranho
Alheio ao mar de gente.
Com riso largo, uma cara de bobo
e um pensamento recorrente,
Era fechar os olhos e pronto.
lá estava ela a sorrir pra ele

Harmonia Perfeita

No inicio só arpejos descompassados
num rife sem pretensões maiores.
Mas daí foi subindo tom após tom, numa crescente.
E uma nota buscando a outra.

E assim iam escala acima e escala abaixo,
Quando deram por si,
Viram não se tratar mais de uma nota,
nem de um solo, mais sim uma harmônica.
As vezes bemol, as vezes sustenido.
mas sempre um segurava o tom e junto iam quebrando os contratempos.

E da troca de dois ou três acordes soltos,
Se viram embriagados pela dança,
Era uma penta tônica maior em Si,
uma sinfonia perfeita.
ligados, no tempo, e fora dele tb.
E sonhavam com o dia em que seriam
duas notas ocupando uma mesma casa.

Sem ensaios, sem roteiros
apenas, improviso.
E assim enchiam a alma um do outro.
apenas vibrando a seu timbre.
marcando o tempo que passava desapercebido.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Paixão

Paixão
Repentina,
Estranha
Sina
Essa.
Não
Te-la
Em meus braços quando a noite cai.

Pane no Sistema

Pane no sistema
Algo está fora da ordem
Repare no meu jeito estranho
Assim que fico quando penso em você.

Espero pelas palavras me fogem

Meus pensamentos estão fora da ordem
E não preciso de rima, métrica e todo resto.

Bem que tentei
E não consegui disfarçar
Inda lembro a 1ª vez que te vi
Já me faz falta seu soriso
Apenas isso que queria te dizer.